“Tia” de Cascais diz-se alvo de crime cibernético e “zangada” com a polícia

Atual

Por Redação

A conhecida “Tia” de Cascais e “Rainha do Jet Set”, Maria Alice Custódio Carvalho Monteiro, vulgo “Lili Caneças”, está zangada com a polícia de Cascais, que não terá dado seguimento a uma queixa, por alegado crime cibernético.

Num post publicado no Instagram, Lili Caneças, 74 anos, revela que foi vítima de alguém que lhe roubou a identidade e criou um perfil falso no Facebook.

A conhecida socialite, que vive na Gandarinha, em Cascais, afirma na sua mensagem: "Estou a ver o inventor do Facebook, Mark Zuckerberg, a responder a uma comissão de senadores dos Estados Unidos e a pedir desculpa pelas fragilidades do Facebook”.

E, Lili Caneças, acrescenta, apelando: “Queria pedir aos meus seguidores do Instagram que tentem investigar quem criou um Facebook falso em meu nome".

Finalmente, a socialite, que acredita estar a ser vítima de roubo de identidade, pediu ajuda aos fãs: "Já falei com advogados e até fiz uma queixa na polícia de Cascais que não deu qualquer seguimento... Por favor ajudem-me. A única rede social que tenho é o Instagram".

Recorda-se que a investigação dos crimes cibernéticos é da competência reservada e exclusiva da Polícia Judiciária (PJ) que, para o efeito, possui a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T) (ver competências abaixo)

É a segunda vez, em cinco anos, que “Lili Caneças” é, aparentemente, alvo de atos à margem da lei.


Em julho de 2013, a socialite de Cascais foi vítima de furto no aeroporto de Barcelona, quando ia embarcar num voo, que a levou com destino a um cruzeiro no Mediterrâneo.

Na área de embarque do aeroporto catalão, alguém lhe furtou a mala Louis Vuitton com jóias, uns tantos pares de óculos de reconhecidas marcas internacionais e, ainda, diversos documentos de identificação pessoais e cartões de crédito.







Competências da UNC3T


São competências da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T):

A prevenção, deteção, investigação criminal e coadjuvação

das autoridades judiciárias relativamente aos
crimes previstos na Lei n.º 109/2009, de 15 de setembro;

A prevenção, deteção, investigação criminal e coadjuvação
das autoridades judiciárias quanto aos crimes
praticados com recurso ou por meio de tecnologias ou
de meios informáticos, previstos, designadamente:
Na Lei de Proteção dos Dados Pessoais;
No Código dos Direitos de Autor e Direitos Conexos,
incluindo a interferência e o desbloqueio de formas
de proteção tecnológica de bens e de serviços;

Prevenção, deteção, investigação criminal e coadjuvação
das autoridades judiciárias quanto aos crimes:
Contra a liberdade e autodeterminação sexual,
sempre que praticados por meio ou através de sistema
informático;

De devassa por meio da informática;
Diário da República, 1.ª série — N.º 228 — 28 de novembro de 2016 4217
De burla informática e nas comunicações;
Relativos à interferência e manipulação ilegítima
de meios de pagamento eletrónicos e virtuais;
De espionagem, quando cometido na forma de um
qualquer programa informático concebido para executar
ações nocivas que constituam uma ameaça avançada e
permanente.



 




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