Vereador Independente eleito pelo PS pede suspensão de mandato por cinco meses

Atual

Por Redação
26/04/2018

João Aníbal Henriques, vereador independente eleito nas autárquicas de outubro na lista do PS, pediu a suspensão do mandato por cinco meses.

Historiador e arqueólogo de formação, Aníbal Henriques confirmou, a Cascais24, o seu pedido de suspensão de mandato como vereador no executivo do governo local, mas escusou-se a adiantar razões.

“Nesta altura, era a melhor solução para o concelho”, disse João Aníbal Henriques, escusando-se a mais comentários.

Já uma fonte muito próxima do vereador revelou, a Cascais24, que para João Aníbal Henriques “o dia mais triste para Cascais foi quando os também independentes na Assembleia Municipal, Isabel Magalhães, Marita Ferreira e Pedro Rocha dos Santos, renunciaram aos mandatos”.
Isabel Magalhães, Pedro Rocha dos Santos e Marita Ferreira


“Nessa altura, ele irá, por certo, ponderar o prolongamento ou não da suspensão de mandato”, acrescentou a mesma fonte.

João Aníbal Henriques deverá, entretanto, ser substituído no executivo por João Ruivo, do Partido Socialista (PS) – quinto da lista socialista para a Câmara Municipal.

Historiador e arqueólogo de formação, João Aníbal Henriques tem desenvolvido atividade como investigador na área do património histórico-cultural, da educação e do turismo em paralelo com atividades empresariais na área do touring cultural, das relações públicas e comunicação e dos eventos de promoção turística de Portugal.


O vereador João Aníbal Henriques, que agora pediu suspensão de mandato
Em termos cívicos, Aníbal Henriques é Secretário-Geral da ALA – Academia de Letras e Artes, académico da Academia de Letras do Brasil, membro da Académie Européene des Arts, Cooperante da Fundação Cascais e sócio da Sociedade Propaganda de Cascais.

É, ainda, autor de diversos livros e artigos na Imprensa sobre a promoção turística de Portugal e sobre o papel do património históricocultural na abordagem turística ao País, destacando-se, entre outros, a “História Rural Cascalense”, “O Plano Director Municipal de Cascais”, “A Montanha”, “O Estoril e a Paróquia de Santo António”, “Uma Intervenção Psicopedagógica nas Minas da Panasqueira”, “Assumir o Fim-do-Mundo”, “Levantamento Exaustivo do Património Cascalense”, “A Saúde de Cascais”, “Comércio & Turismo”, “Turismo do Estoril”, “História da Pedagogia” e “Cascais – Estratégia de Futuro”.

Nas eleições autárquicas de 2013, João Aníbal Henriques integrou, como estratega, o Movimento Independente SerCascais, que elegeu a jurista Isabel Magalhães para a vereação do governo local e muitos dos seus membros para as assembleias Municipal e de Freguesia do concelho.

Já nas últimas eleições, de 1 de outubro, os Independentes aceitaram integrar as listas do PS, mas parece que nem tudo correu da melhor forma.

Isabel Magalhães, Pedro Rocha dos Santos e Marita Ferreira vieram a renunciar aos mandatos na Assembleia Municipal e, agora, João Aníbal Henriques pediu a suspensão do mandato como vereador.

Mas nem tudo parece serem más notícias.


Isabel Guerra, a Independente que viu Carreiras atribuir-lhe pelouros
Isabel Guerra, a vereadora também Independente eleita na lista do PS, viu Carlos Carreiras, o chefe da maioria do governo local PSD/CDS-PP, oferecer-lhe no executivo os pelouros da Igualdade do Género, Inovação Social e Proteção de Menores, o que, então, conforme Cascais24 avançou, levou a Concelhia Socialista de Cascais, liderada por Luís Miguel Reis, a tomar uma posição pública muito critica ao considerar que, “ao aceitar pelouros no executivo liderado por Carlos Carreiras, Isabel Guerra deita por terra qualquer ideal de independência, que a própria alegava ter, e subordina-se à maioria de direita que, até agora, tanto criticou”.

No entanto, ao confirmar a notícia então avançada por Cascais24, Isabel Guerra justificou ter aceite o convite pelo facto de “não poder perder a oportunidade de trabalhar por Cascais".






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1 comentário:

Anónimo disse...

Para se estar e ser na politica é preciso ter coluna vertebral, principios éticos e de conduta, revogando a inconsistência moral.
Sem pretender emitir juizos de valor, quem convida e aceita, além de gerar falta de confiança na classe politica, sujeitando a instabilidade em orgaões eleitos pelo POVO, talvez pense que está num Pais sul americano, em episódios dignos de novelas , sendo que o POVO não deve esquecer tais comportamentos inapropriados, num estado direito democrático europeu .

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