Os acontecimentos que (mais) marcaram Cascais em 2017

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Por Redação

A detenção do vereador do PCP Clemente Alves, a revolta dos moradores da Costa da Guia contra a construção de uma sinagoga, a queda de uma aeronave, em Tires, que fez 5 mortos, e o incêndio em Manique, que destruiu cerca de 6 hectares de mato e restolho e pôs em risco habitações, foram os acontecimentos mais mediáticos e marcantes de 2017 no concelho de Cascais.



Aeronave lança pânico e morte

A 17 de abril, uma aeronave que tinha acabado de descolar do Aeródromo Municipal de Cascais, em Tires, despenhou-se a menos de 2 quilómetros, entre habitações e o cais de cargas e descargas do supermercado Lidl. Cinco mortos e cinco feridos foi o balanço trágico do acidente. Morreram todos os quatro ocupantes da aeronave e o motorista de uma transportadora que, em terra, efetuava uma descarga no Lidl. Escaparam à morte certa a locatária e o neto, criança, de uma habitação que, ainda hoje, está por recuperar, devido a atrasos burocráticos das seguradoras. A tragédia podia ter sido maior caso a aeronave, que pertencia à empresa Symbios Orthopédia, com sede na Suíça e voava rumo a Marselha, França, tivesse atingido o supermercado.



Incidentes na Quinta da Carreira

A 2 de maio, durante o acompanhamento de uma ação de protesto de moradores da Quinta da Carreira, em São João do Estoril, contra obras municipais, o vereador do PCP e então candidato às eleições de outubro, Clemente Alves, foi detido pela PSP. A detenção, alegadamente “violenta e arbitrária” de um vereador democraticamente eleito e no exercício das suas funções, deixou o País estupefacto e a pensar seriamente na liberdade e na democracia conquistadas em abril de 1974. Clemente Alves foi detido por alegada “resistência e coação ao ignorar as ordens para dispersar”. Levado, sob detenção, para a 51.ª Esquadra (Estoril), acabou por ser libertado algumas horas depois e notificado para comparecer na manhã seguinte junto dos Serviços do Ministério Público. O processo acabou por baixar a inquérito.



Revolta na Costa da Guia

Em agosto, moradores da Costa da Guia iniciaram um conjunto de ações de protesto contra um “negócio” entre o município e Associação Chabad. Em causa a construção de um centro judaico. “As árvores não têm religião”, este um dos muitos cartazes afixados pelos moradores na rua dos Vidoeiros, na Costa da Guia que, a 7 de setembro, realizaram uma manifestação pacífica, que juntou mais de duas centenas de moradores, na defesa da preservação do espaço verde e de lazer. Tratou-se de um protesto que, segundo os promotores, “excedeu todas as expetativas”, contra mais uma controversa decisão do presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, que cedeu por 50 anos, ao preço de €744,00 mensais um terreno com cerca de 5.000m2, na rua do Vidoeiro, arborizado e ajardinado que, até agora, tem sido utilizado pelos moradores como parque de recreio para as crianças e espaço de lazer nos tempos livres.



Jovens “pirómanos” traídos pelo WhatsApp

No dia 2 de outubro – um dia depois das eleições autárquicas, que voltaram a dar a maioria à coligação PSD-CDS-PP – o concelho de Cascais era palco daquele que foi o maior incêndio do ano registado na região. Em Manique de Baixo, o fogo devastou cerca de 6 hectares de mato, restolho e oliveiras, chegando a pôr em risco algumas habitações. Quatro jovens suspeitos de serem os autores do incêndio acabaram "traídos" por um vídeo de um carro abandonado a arder, onde começou o fogo,  que um deles editou, publicou e partilhou logo a seguir no WhatsApp. Confrontados pela GNR, os jovens acabariam por confessar que, naquele quase final de tarde, tinham estado dentro do carro a fumar e que, acidentalmente, um cigarro aceso pegou fogo a um dos bancos. Ainda tentaram apagar o fogo, mas sem sucesso. No combate ao fogo estiveram mobilizados durante algumas horas 113 operacionais dos corpos de Bombeiros dos concelhos de Cascais, Oeiras e Sintra, apoiados por 34 veículos, que conseguiram impedir que as chamas atingissem habitações. Moradores da área chegaram a viver momentos de aflição, receando que as chamas atingissem as suas casas. Durante as operações de combate ao incêndio, um veículo da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) tombou na sequência do rebentamento de um dos pneus, mas sem feridos a registar.














1 comentário:

Anónimo disse...

O que reportam neste artigo da autoria da redação do Cascais24, é muito pouco para o regime autocrático que vigora em Cascais .
Democracia colapsada, a opinião das pessoas não conta , liderar contra as pessoas , e sobretudo usar expedientes éticamente reprováveis como usar comissões de moradores que nada representam , inovam e /ou apresentam projectos nos ultimos anos , em obras de conflito .
A falta de transparência é colossal, e se nos focarmos na Loja do Atendimento Municipal, respectivo regulamento de qualidade e serviço, os serviços prestados deixam muito a desejar, no dever de celeridade, impulso processual, cumprimento dos prazos estatuidos no Código de Processo Administrativo , quando os nossos impostos deviam propiciar serviços de excelência aos municipes , em função do número exorbitante de funcionários que a Câmara Municipal de Cascais tem ao seu dispôr , incluindo a Cascais Próxima , Ambiente , Envolvente e sabe-se lá quantos mais supostamente ao serviço da edilidade .
Pagamos altos impostos municipais para quem ? quais são os serviços que a Cãmara Municipal de Cascais disponibiliza gratuitamente aos seus municipes ?
Só para vos dar uma ideia, uma vistoria ao abrigo do artigo 12 do RJEU no concelho de Cascais , custa o dobro em dinheiro e tempo de espera , do que no concelho ao lado de Oeiras ... como será tudo isto possivel ? e as 520 taxas municipais existentes no municipio ? e os parquimetros em todo o lado ? ...e a falta de mobilidade ... uma vergonha .
Servir em Cascais com o dinheiro dos outros é fácil ....

Nota : não podia deixar de manifestar solidariedade aos municipes da Rua das Glicinias * Birre , que de um dia para o outro,sem consulta prévia , supostos iluminados ,escoaram todo o transito da A5 para uma zona residencial com limitação de velocidade, rua estreita sem passeios, acessivel a veiculos ligeiros e pesados , não podendo as crianças sair à rua pois correm o risco de serem imediatamente atropeladas ... soluções de mobilidade inteligente em Cascais..


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