Nestlé não garante empregos em Cascais

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A multinacional suíça Nestlé esclareceu, esta segunda-feira, que ainda não foi assinado nenhum contrato no sentido da criação dos 1.200 empregos que o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, planeia anunciar e sublinha que a expansão da unidade está em fase de prospeção, “não sendo certo, sequer, que seja naquele município”.


O esclarecimento da Nestlé é avançado pelo ECO, jornal económico online, que “os milhares de postos de trabalho a serem criados pela Nestlé, em Cascais, que serão anunciados pelo atual presidente da Câmara de Cascais, são por agora apenas uma possibilidade”. 


Contactada pelo ECO, A Nestlé confirmou que “ainda não há contrato assinado nesse sentido”.

Citado pelo semanário Expresso, Carlos Carreiras, atual presidente da Câmara de Cascais anunciar que “vai ser criado um espaço de serviços partilhados num novo complexo de escritórios e serviços, que irá nascer no lugar da fábrica de material elétrico Legrand”.



A propósito, fonte oficial da Nestlé adiantou ao ECO que esse centro, o Nestlé Business Services, já está em funcionamento, na sede da companhia, em Linda-a-Velha.


Ainda em declarações ao Expresso, Carlos Carreiras garantiu que “todos os contratos associados a este projeto estarão assinados até ao final de setembro”.


A expansão para um centro capaz de suportar toda a operação da Nestlé na Europa Ocidental está prevista, mas a sua localização ainda está em fase de prospeção, não sendo certo que se localize no município de Cascais, adianta o ECO, que acrescenta que os 1.200 empregos (600 numa primeira fase e 600 na segunda) anunciados poderão, também, vir a ser criados, mas, no momento, ainda não há nada em concreto.


Segundo Carlos Carreiras, o novo projeto da Nestlé seria feito em parceria com a NOVA School of Business & Economics. “Não tem nada a ver com a NOVA”, esclareceu fonte da Nestlé ao ECO, que referiu uma “possível confusão com o programa “Nestlé Fora da Casca”, esse sim fruto da ligação entre as duas instituições”.


O complexo em causa faz parte de um projeto de reestruturação imobiliário, na Quinta da Alagoa, em Carcavelos, que envolve um investimento de 50 milhões de euros. Este projeto envolve outras empresas, sendo a Nestlé aquela que tem maior expressão, concluí o jornal económico online ECO.

Entretanto, o esclarecimento da Nestlé começou a provocar reações nas redes sociais, com alguns mais irónicos, como é o caso do misterioso "SuperCascais" a publicar esta segunda-feira à noite alguns cartoons com algum humor ( que reproduzimos) na sua página do Facebook.







2 comentários:

João Casanova Ferreira disse...

Cascais desceu ao grau zero da total ausência de dignidade e de pudor.

Anónimo disse...

Como será possivel estes individuos estarem na Câmara Municipal , num municipio com 650 anos cheio de tradição , história e gente boa ...

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