Super juiz anticorrupção brasileiro que esteve nas Conferências do Estoril vai aceitar convite de Bolsonaro para a Justiça

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                             30 outubro 2018
O juiz federal brasileiro Sérgio Moro que, no ano passado, esteve nas Conferências do Estoril, tornando-se famoso pela sua luta contra a corrupção, principalmente no mais mediático caso da “Operação Lava Jato”, vai aceitar o convite para futuro ministro da Justiça do Brasil que o agora eleito presidente Jair Bolsonaro lhe irá formular dentro de dias, confidenciou, esta terça-feira, a Cascais24, fonte muito próxima de Moro em Portugal.


“Entre o convite para a presidência do Superior Tribunal Federal e para integrar o governo como ministro da Justiça, Moro deverá optar pela último”, acrescentou a mesma fonte, que faz parte de um circulo muito restrito de amigos que o famoso juiz federal brasileiro tem em Portugal.


Com formação nos Estados Unidos, onde estudou na Universidade de Harvard e a frequência de programas sobre lavagem de dinheiro do Departamento de Estado, Sérgio Moro é juiz federal na 13.ª Vara Criminal de Curitiba, no Estado do Paraná.


É o magistrado que, num estilo muito frontal e assertivo, tem julgado todos os processos da Operação Lava Jato - um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que envolve vários políticos e executivos de alto perfil, entre os quais o antigo presidente Lula da Silva, que mandou prender em tempo recorde.


Foi ele, também que, no ano passado, ordenou a um outro juiz a detenção do dono da operadora Scotturb, Jacob Barata Filho, preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional Tom Jobim ao tentar embarcar para Lisboa, conforme Cascais24 avançou, então, em primeira mão.



O empresário estava na área de embarque quando foi levado pelos agentes da força tarefa que investiga o processo Lava Jato.


Sérgio Moro, 46 anos, esteve no ano passado nas Conferências do Estoril – um encontro histórico que reuniu quatro famosos magistrados anticorrupção, cada um, no seu tempo e no país: o português Carlos Alexandre, o espanhol Baltazar Garzon e o italiano António Di Pietro.

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