PAN e BE participam em protesto contra "licença para matar" Quinta dos Ingleses

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Por Redação

O PAN e o Bloco de Esquerda (BE) anunciaram que apoiam e participam este sábado, à tarde, na manifestação promovida por um grupo de cidadãos independentes de Carcavelos e Parede contra o que é considerada ser a fut8ura “construção megalómana” na Quinta dos Ingleses.
 
Em comunicado, o PAN Cascais anuncia que, “através da sua estrutura local e deputadas municipais, junta-se amanhã, às 14h30, em Carcavelos, à manifestação promovida pelo grupo de Cidadãos Independentes de Carcavelos e Parede que pretende travar a construção na Quinta dos Ingleses”

A massificação urbanística de Cascais, mais precisamente Carcavelos e Parede, já toma forma com a mais recente edificação na costa da praia de Carcavelos com a Nova School of Business and Economics, que ocupa 10.000 metros quadrados. Estes empreendimentos consubstanciam uma privatização directa da costa e reforçam a gentrificação no município tal como a apoiam a especulação imobiliária na freguesia”, adianta o PAN, segundo o qual Associações ambientalista, nomeadamente a Quercus, e de Surf, juntam-se à manifestação cívica para proteger a costa e a praia de Carcavelos”. 

Destruímos de vez a praia de Carcavelos e perdemos a oportunidade de criar um espaço público para todos os Cascalenses” afirma Sandra Marques, deputada municipal do PAN. “O urbanismo em Cascais toma proporções dantescas e o ambiente é transformado em meras colunas de betão” alerta Sandra Marques. 

O PAN revela, ainda, que está em curso “uma petição para travar esta edificação” e que, entretanto, recolheu 500 assinaturas. 

Também em comunicado o Bloco de Esquerda (BE) diz “NÃO À CONSTRUÇÃO MEGALÓMANA NA QUINTA DOS INGLESES, CARCAVELOS” e “solidariza-se e participa na manifestação agendada para este sábado, com a presença do deputado Pedro Soares”.

Desde 2013 que os partidos da oposição à maioria que desgoverna o Município de Cascais combatem o Plano de construção na Quinta dos Ingleses, em Carcavelos, e o Bloco de Esquerda foi parte activa usando instrumentos constitucionais (proposta de Referendo Local), na Assembleia Municipal e na Assembleia de Freguesia de Carcavelos, para contrariar este projecto megalómano que tem a conivência do PSD/CDS”, refere o Bloco de Esquerda.

Conforme Cascais24 avançou há dias, o protesto está agendado para este sábado, dia 17 março, pelas 14h30, para a Avenida Tenente Coronel Meio Antunes, no parque de estacionamento de apoio à antiga feira de Carcavelos e, segundo os promotores constitui a “última oportunidade da população fazer-se ouvir e chegar a entidades com mais poderes do que os do presidente da Câmara”, que “assinou a licença para matar do que resta do espaço verde no concelho a que preside”.

“Em 27 de maio de 2014 a Assembleia Municipal de Cascais aprovou o Plano de Pormenor do Espaço de Reestruturação Urbanística de Carcavelos-Sul (PPERUCS)) que possibilita, designadamente, a construção desmedida em toda a Quinta dos Ingleses, em Carcavelos”, recordam os promotores do protesto.

Para a área estão previstas a construção de nove prédios de seis, sete e oito andares em condomínios fechados; cinco prédios residenciais de 7 andares com comércio, um Centro Comercial e uma unidade hoteleira.

Tiago Albuquerque, um dos promotores do protesto, questiona: “Será apenas um hotel?”


“É que”, acrescentou, “depois do anúncio, em janeiro último, feito pelo vice-Presidente da Câmara, Miguel Pinto Luz, de que iriam abrir quatro hotéis de cinco estrelas e um de quatro em Carcavelos e sabendo que um deles deverá situar-se na antiga fábrica Legrand, os cidadãos receiam que os restantes venham para a Quinta dos Ingleses”.

O projeto para a Quinta dos Ingleses foi aprovado em Assembleia Municipal apenas por um voto, a da anterior presidente da Junta, embora estivesse mandatada pela Assembleia de Freguesia para votar contra, recordou, a Cascais24, Tiago Albuquerque.

O comportamento da então presidente, Zilda Costa Silva, levou mesmo a uma moção de censura da Assembleia de Freguesia, com os eleitos do PS, CDU, BE e Ser Cascais a sublinharem "a traição" à assembleia e à população, acusando de nunca ter assumido que ia votar a favor do plano.

O voto favorável da autarca contrariou três "documentos de pronúncia desfavorável" ao plano, aprovados pela Assembleia de Freguesia, em Fevereiro e no final de Abril de 2014.


A verdade é que, segundo os cidadãos independentes, “este projecto megalómano de cimento e betão vai descaracterizar toda a Costa do Estoril, colocar em risco de desaparecimento a praia de Carcavelos e acabar com o único e último espaço verde significativo junto a uma praia urbana de toda a costa dos concelhos de Cascais e Lisboa”.


“O mais grave”, afirmam, “é que a grande maioria da população não tem o mínimo conhecimento sobre as causas e consequências”.


Os cidadãos independentes, promotores da manifestação pretendem que “a Câmara pare imediatamente com a evolução do projeto, que faça uma ampla discussão pública, com a divulgação precisa do Plano e durante o tempo necessário ao esclarecimento dos munícipes”.
Defendem, ainda, a discussão pública dos estudos independentes sobre o impacto ambiental e a auscultação da população, através de um referendo, quando a maioria estiver bem informada e preparada para o fazer.


“Reverter o processo, ou na pior das hipóteses, reduzir a área de construção de forma significativa”, e “criar um grande espaço verde público junto à praia, onde predominem as áreas de lazer, bem-estar e desporto ao ar livre e a simbiose entre o Homem e a Natureza”, constituem outras das reivindicações do grupo de cidadãos independentes.


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2 comentários:

Anónimo disse...

Esta construção desenfreada do TOC é mais uma alarvidade em Cascais, imposta , sem dialogo, e os resultados estão à vista. Como será tudo isto possivel num estado direito democrático? Os eleitos servem as populações? Não me parece.

Anónimo disse...

Ainda não consegui perceber o que quem se opõe a este a outros projectos que estão aprovados para o concelho propõe. Acho que todos preferiríamos que o Jumbo, a Praça de Touros, a Quinta dos Ingleses etc. se tornassem espaços verdes que de que os cidadãos pudessem disfrutar e é normal que o povo desinformado e que não sabe o que está em causa se manifeste contra. Agora é de um profundo populismo que partidos e movimentos com aspirações políticas manipulem o povo desta maneira. Estamos a tratar de terrenos com direitos de construção adquiridos, no caso da Quinta do Ingleses há 30 anos e que envolvia um processo judicial de centenas de milhões, uma verba superior ao orçamento da autarquia, sendo que sem acordo o promotor poderia no limite construir o índice inicialmente previsto e ainda ser ressarcido nas perdas provocadas. Pretende-se o quê? Expropriar estes terrenos pelo seu valor? Com que dinheiro?

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