Equipa Especial de Bombeiros vai assegurar a partir de Alcabideche maior prontidão no socorro ao concelho de Cascais

Segurança



                                                                           08/05/2018
Os Bombeiros de Alcabideche vão passar a dispor, a partir do próximo dia 1 de junho, de uma Equipa de Intervenção Permanente (EIP) que, a nível concelhio, tem por missão responder a qualquer emergência de socorro.

É a primeira vez no concelho de Cascais que é criada uma equipa especial de Bombeiros, que será constituída por cinco elementos – um chefe e quatro bombeiros.

Esta equipa, segundo disse, a Cascais24, José Palha Gomes, comandante da corporação, funcionará de segunda a sexta-feira, em regime de permanência no quartel, entre as oito horas da manhã e as cinco da tarde.


Comandante José Palha Gomes
No entanto, para José Palha Gomes “não está excluída a possibilidade de, no futuro, serem criadas mais duas equipas, de modo a funcionarem 24 horas por dia”.

Ainda de acordo com o comandante dos Bombeiros de Alcabideche, “ter uma equipa em permanência faz uma grande diferença, constituindo uma mais-valia em termos de resposta imediata a qualquer situação de socorro, aumentando a segurança de toda a comunidade”.

Anualmente, a Equipa de Intervenção Permanente (EIP) custa cerca de 60 mil euros, sendo no caso dos Bombeiros de Alcabideche 50% financiado pelo governo local de Cascais e o restante pelo Estado.

O protocolo com o Governo foi assinado na sexta-feira, em Fornos de Algodres, durante uma cerimónia em que outros corpos de Bombeiros do País também assinaram a criação de 74 equipas do género.


José Filipe Ribeiro no ato de assinatura do protocolo em Fornos de Algodres


Por parte dos Bombeiros de Alcabideche, o protocolo foi assinado pelo presidente da direção da respetiva Associação, José Filipe Ribeiro, também presidente da Junta de Freguesia.

Comandante Carlos Mata






Já por parte da Câmara Municipal de Cascais, a assinatura do protocolo coube ao comandante Carlos Mata, do Serviço Municipal de Proteção Civil, em representação do presidente do governo local, Carlos Carreiras.


Provas de avaliação

Integrar a Equipa Permanente de Intervenção obedece, todavia, a certos requisitos.

Passa por um concurso que é aberto pelo Comandante no Corpo de Bombeiros para os candidatos que pretendam integrar esta equipa e, posteriormente, pela prestação de provas físicas.

Possuir capacidade e robustez física é um dos requisitos para a admissão e nas provas terão que obter, pelo menos, a classificação mínima de 8,5 valores.

Segundo o Caderno Técnico 21 (CT21), da Autoridade Nacional de Proteção Civil, para integrar uma EIP, é necessário ser-se bombeiro de 3.ª no Quadro Ativo, com pelo menos dois anos de serviço efetivo e ter, no momento da candidatura, idade compreendida entre os 20 e os 40 anos.


Em cada Equipa de cinco elementos há um chefe, recrutado preferencialmente na estrutura de comando, de entre oficiais bombeiros ou de entre chefias existentes no Quadro Ativo do Corpo de Bombeiros. De entre os restantes quatro bombeiros, dois devem possuir carta de condução que os habilite a conduzir veículos pesados.


Ainda de acordo com o regulamento, as Equipas asseguram a prestação do socorro na área de atuação do respetivo Corpo de Bombeiros, mas nos municípios onde exista uma única EIP, como é o caso de Cascais, a EIP de Alcabideche assegura o socorro e a emergência na área do concelho.


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