Polícia faz explodir saco com embrulho "suspeito" na Marina de Cascais





Por Redação CASCAIS24

10.12.2016
A PSP fez explodir um embrulho “suspeito encontrado abandonado”, esta sexta-feira, na Marina de Cascais. As autoridades marítimas pediram a colaboração da Unidade Especial de Polícia (UEP), que fez avançar uma equipa do Centro de Inativação de Explosivos e Segurança de Subsolos (CIEXSS) e duas outras, com canídeos, do Grupo Operacional Cinotécnico. Com um perímetro de segurança montado e depois dos dois canídeos antibomba terem confirmado a existência de um explosivo – ação visionada por um aparelho raio X – os dois especialistas da CIEXSS, envergando equipamento de proteção com mais de 50 quilos, fizeram explodir o pacote “suspeito”. À distância e em segurança.



Este foi mais ou menos o “filme” de 20 minutos do exercício que marcou o final do encontro do Conselho Municipal de Segurança, promovido pela Câmara Municipal com as várias forças de segurança de Cascais e ao qual, entre outros convidados, esteve Carlos Carreiras, edil de Cascais que, no chamado teatro das operações e como comandante máximo da Proteção Civil Municipal, foi sendo informado dos procedimentos pelo Adjunto do Comando da Divisão Policial de Cascais da PSP, Subintendente António Pinheiro dos Santos.
Subintendente António Pinheiro dos Santos informa Carlos Carreiras dos procedimentos (Foto cmCascais)



Segundo Cascais24 apurou, não foi por acaso que a Marina de Cascais foi escolhida para este simulacro. É que, pelo menos uma vez de dois em dois anos o seu plano de emergência tem que ser testado.



Violência doméstica aumenta em Alcabideche
À margem do exercício que teve por palco a Marina de Cascais, ficou a saber-se que os crimes de violência doméstica aumentaram este ano no concelho de Cascais, com especial incidência na freguesia de Alcabideche.



Capitão da GNR Sara Albuquerque
A revelação foi feita pela capitão Sara Albuquerque, comandante do Destacamento Territorial da GNR de Sintra, da qual depende o Subdestacamento de Alcabideche, na reunião da Câmara Municipal com as várias forças de segurança de Cascais no Conselho Municipal de Segurança. 

De acordo com a mesma responsável, o aumento da estatística deve-se. sobretudo, à "quebra do tabú das alegadas vítimas" que, até aqui, por receio ou vergonha não formalizavam queixa contra os agressores e que "passaram a fazê-lo".



Na reunião juntaram-se responsáveis pela Polícia Municipal de Cascais, Polícia Marítima, Polícia de Segurança Pública, Guarda Nacional Republicana, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e Unidade de Ação Fiscal juntaram-se para apresentar os dados estatísticos recolhidos ao longo do ano. 
Responsáveis presentes no Conselho Municipal de Segurança (Foto cmCASCAIS)


Na oportunidade, dirigindo-se aos presentes, o presidente da Câmara Municipal de Cascais considerou que "estamos a estabilizar", tendo adiantado ter constatado “a perceção de que a ideia de insegurança que havia nos nossos cidadãos tem vindo a diminuir, o que é fruto do vosso trabalho".

Para o autarca, os números positivos são "fruto dos programas que têm vindo a ser desenvolvidos pelas forças de segurança com a Câmara, em ações que queremos aprofundar."




Não deixou, no entanto, de sublinhar que existem também áreas a melhorar, como na violência sobre os idosos: "Cada vez mais nos preocupa, pelo que queremos aprofundar os estudos. Outro aspeto concerne a jovens e a bullying, que é um problema identificado mais recentemente, mesmo a nível digital."

Carreiras prometeu, ainda, que a intervenção municipal na questão da segurança vai manter-se ativa.




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