MERCADO DE ALAPRAIA. Direito de Resposta



Ao abrigo da Lei de Imprensa n.º 2/99, de 13 de janeiro (Artigos 24.º, 25.º e 26.º), CASCAIS24 recebeu de Inês Ribeiro, eleita pelo Bloco de Esquerda (BE) para a União de Freguesias (UF) de Cascais e Estoril, o Direito de Resposta à noticia com o titulo "Academia Sénior vai mesmo ocupar antigo mercado de Alapraia com bloquistas a acusarem autarca de ter "mentido" no processo de requalificação do espaço publicada esta segunda-feira, dia 23 de abril de 2018, que aqui reproduzimos:

Motivada pela recente notícia relativa ao Mercado da Alapraia saída num meio de comunicação local – nomeadamente a Cascais24 – cabe-me, enquanto eleita pelo BE na UF Cascais e Estoril, fazer alguns esclarecimentos e considerandos e dirigir-me ao Presidente do Executivo.
Diz o Sr. Presidente que “foi realizada uma sessão de esclarecimento pública aos moradores, bastante participada e as únicas pessoas contra foram as 3 em 50 e essas 3 são do BE”. Esclareço, para que saiba, que essas pessoas são efectivamente membros do BE mas são também moradores na Alapraia. Neste ponto, fica por saber quantas das 47 pessoas restantes são militantes ou simpatizantes do PSD/CDS – já que considera a filiação partidária importante para o debate - e se considera que 50 pessoas se qualifica como um bom número para caracterizar uma sessão de “bastante participada” numa freguesia cujo universo é de 67.808 habitantes. Mas que esperar de uma sessão às 16h num dia de semana?
Ainda relativamente à sessão pública, há 3 argumentos utilizados por si – que pretendem justificar o fim do mercado - que me parecem fundamentais referir:
1º) O Mercado encontrava-se ao abandono.
- Se estava, a responsabilidade é da Junta de Freguesia que o deixou ao abandono.
2º) O comércio feito pelo Mercado era obsoleto
- Se era, não se percebe então, por que razão o projecto da Cruz Vermelha tem também uma forte componente comercial com cafeteria e serviços de mercearia. Afinal o que se pretendia era mudar as/os detentoras/es da exploração do espaço.
3º) A Alapraia e o Livramento são zonas com muita população sénior, até com mobilidade reduzida e com pouca cobertura de equipamentos de apoio.
- Concordando, gostaria de saber qual o estudo ou levantamento de dados que a JF fez para caracterizar a população e que fundamentam as necessidades identificadas. Não me refiro aos dados já disponibilizados sobre utilizadoras/es de Centros de Dia e outros apoios.
É também, por não ter tido oportunidade de lhe responder na última Assembleia de Freguesia, que lhe digo o seguinte: O Bloco de Esquerda foi contactado pela redação do programa “Linha Aberta” e não esteve, em momento algum, na origem da reportagem. Os promotores (?) da mesma foram as/os próprias/os comerciantes. Limitámo-nos a participar na mesma. Colocámos, sim, um comunicado no Mercado com a informação que nos prestou na Assembleia de Dezembro.
Entendo que veja o último comunicado da Coordenadora Concelhia do BE como uma falta de respeito e nos tenha acusado também de nele colocar informação que falta à verdade. Ficam, ainda assim, por responder as questões colocadas. Quanto à informação que alega não corresponder à verdade, vem ela mesma das/os próprias/os comerciantes não sendo inventada pelo BE como quer fazer crer.
Por fim, frisamos que não somos contra espaços séniores desta natureza. Opomo-nos é que usem o Mercado da Alapraia para este fim e roubar àquele espaço o propósito a que se destinava.
Cá continuarei para defender sempre os interesses dos fregueses.
24/04/2018
Eleita pelo BE para a UF de Cascais e Estoril,
Inês Ribeiro

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