Quem faz cumprir a lei dentro dos autocarros da Scotturb?



Viajar em algumas carreiras da Scotturb, de Cascais, tornou-se num pesadelo para a generalidade dos utentes que, escrupulosamente, respeitam a boa e salutar vivência em sociedade.

É que há quem contrarie as regras da salubridade e das boas e, minimamente, esperadas práticas da vivência em sociedade.

Falo de uns tantos energúmenos, alguns oriundos de um conhecido Centro de Formação Profissional, que andam a frequentar cursos com o dinheiro de todos nós e depois de quase tomarem de assalto o autocarro, muitos com passes pagos, repito, por todos nós (sem falar nos que entram clandestinamente pela porta de saída) perturbam os pacatos e cumpridores passageiros.

E ai de quem os chame à atenção!

A gritaria e a música aumentam de volume e as provocações ainda mais!

“É esta a gente que o Centro de Emprego anda a formar?”, questionava-se, há dias, uma passageira da carreira 413, que viajava no autocarro que saíra pelas 13h30 de Cascais e que foi forçada a sair na paragem seguinte por não “aguentar o cheiro nauseabundo que invadiu todo o autocarro e o comportamento hostil do grupo quando alguns dos seus membros foram chamados a atenção”.

Mas há outras situações, que passaram a ser rotineiras: alunos de uma escola secundária, que viajam de Alvide até ao Bairro Novo de Alcoitão, com música africana em volume máximo. Até parece que estamos na discoteca com os “clientes”, neste caso os passageiros, a serem forçados a aguentar toda a viagem a música imposta pelos adolescentes DJs mal comportados.

Em janeiro de 2015 entrou em vigor um Decreto-Lei ( 9/2015, de 15 de janeiro), segundo o qual são proibidos atos ou expressões "que perturbem a boa ordem dos serviços ou incomodem os outros passageiros", nos transportes públicos rodoviários.

Usar “aparelhos sonoros”, que tocam música que incomodem todos os passageiros, colocar os pés nos estofos dos bancos ou entrar após o sinal de fecho das portas dos transportes públicos rodoviários pode dar multas entre os 50 e os 250 euros, diz aquele Decreto-Lei. 

A coima também se aplica a quem entrar nos veículos quando a lotação estiver esgotada, entrar e sair do veículo quando este esteja em movimento, fora das paragens, ou depois do sinal sonoro que anuncia o fecho das portas, assim como ocupar lugar reservado a pessoas com mobilidade condicionada e grávidas e projetar objetos para o exterior do veículo.

No mesmo Decreto-Lei existem outros tantos condicionalismos, punidos com coimas, mas aos quais vou poupar os leitores.

A questão fundamental é: QUEM FAZ CUMPRIR ESTE DECRETO-LEI DA REPÚBLICA PORTUGUESA?

Aparentemente, ninguém!

Mas, também como vivemos num país faz de conta, não é para admirar! 

Mais Decreto-Lei, menos Decreto-Lei…

E Zé pagante, cumpridor e civilizado, aguenta!

Até ao próximo Editorial, 
despeço-me com Amizade 

*Jornalista (CP772)












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