Megadrone ia provocando tragédia com aeronave nos céus de Tires

Por CASCAIS24

A tragédia esteve iminente esta sexta-feira, à tarde, nos céus de Tires. Um megadrone esteve quase a colidir com um táxi aéreo com 14 pessoas a bordo e só a perícia do piloto do Dornier228, da Aerovip, Jorge Cernadas, impediu a colisão.

A aeronave, com 12 passageiros e dois tripulantes a bordo, tinha descolado de Portimão com destino a Bragança e com escala no Aeródromo Municipal de Cascais, em Tires.

A cerca de dois, a três minutos de aterrar em Tires e a cerca de 300 metros de altitude, o comandante Jorge Cernadas foi surpreendido com o megadrone, de quatro rotores, que passou cinco metros acima da asa esquerda da aeronave.

Já com o trem de aterragem em baixo, configurado para a aterragem em Tires, o comandante viu-se forçado a uma efetuar uma manobra de alto risco, fazendo o aparelho "mergulhar" para impedir a colisão, quando sobrevoava a vila de Tires.

Citado pela agência Lusa, o comandante Jorge Cernadas revelou que o incidente "muito grave" registou-se na aproximação à pista 35 do Aeródromo Municipal de Cascais.

O incidente foi, entretanto, comunicado à Autoridade Nacional de Aviação Civil.

Tires, recorda-se, ainda está mal refeita do grave acidente aéreo de abril último, em que um bimotor, acabado de descolar do Aeródromo Municipal com destino a Marselha, veio a despenhar-se contra o cais de cargas e descargas do supermercado LIDL e uma habitação, provocando cinco mortos.

Atualmente em obras, o Aeródromo Municipal de Cascais, em Tires, planeia tornar-se uma alternativa ao Aeroporto Humbetrto Delgado, em Lisboa e receber voos privados de maior porte, nomeadamente de executivos, tendo para o efeito, num processo liderado pelo vice-presidente do município, Miguel Pinto Luz, feito um pedido para a Autoridade Nacional de Aviação Civil, por forma a receber uma certificação de nível IV. O processo deverá estar concluído até final do ano.

O Aeródromo Municipal de Cascais é gerido pela empresa municipal Cascais Dinâmica, cujo presidente, Ribeiro da Fonseca, formalizou recentemente a sua demissão, por razões que nem o próprio, nem a autarquia liderada por Carlos Carreira tornam públicas.







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