Costa da Guia contra "amputação" do espaço verde que passa por sinagoga

ATUAL


Por CASCAIS24



Organizado sob o nome SOS Costa da Guia, um grupo de moradores fez circular uma petição pública contra a construção de uma sinagoga ou qualquer outro edifício no espaço verde da rua dos Vidoeiros e, inclusivamente, na defesa e proteção dos interesses coletivos da área, criou no Facebook uma página.

Na petição, que conta com largas dezenas de assinaturas, o SOS Costa da Guia denuncia que “a Câmara Municipal de Cascais – contra a vontade histórica dos moradores da Costa da Guia – formalizou em maio último a cedência de uma área de 5.000 m2 na zona verde à Associação Chabad Portugal para construção de uma sinagoga e de serviços de apoio”.

Ainda de acordo com o abaixo-assinado, “os moradores da Costa da Guia contestaram com veemência todas as anteriores tentativas de construção nesta zona, por não quererem ver a área verde significativamente amputada”.
 
“A Câmara de Cascais, embora conhecedora dos desejos dos moradores, decidiu ignorá-los e ceder o terreno por 50 anos por um valor de € 744,00 mensais, montante que, se tivesse sido proposto aos moradores, seguramente que estes poderiam pagar, atento o valor irrisório, garantindo que a área se manteria ajardinada e utilizada livremente por todos”, garante o SOS Costa da Guia, segundo o qual “a construção da sinagoga e dos serviços de apoio implicará necessariamente uma redução substancial da área verde e retirará ao jardim e ao parque infantil luz e espaço natural – que consideramos essencial manter, melhorar e alargar em prol da qualidade de vida dos moradores e utilizadores deste espaço de excelência”.


Para o SOS Costa da Guia, “acresce que o elevado número de crianças residentes e frequentadoras do parque infantil é muito elevado e que se colocam igualmente sérias questões de segurança, de impedimento à livre circulação de pessoas e viaturas bem como de ruído (com as nefastas consequências em termos de estacionamento e tranquilidade do bairro), o que torna em absoluto o local inadequado aos fins para os quais foi agora cedido pela CMC”. 



Segundo este movimento de cidadãos moradores, “desde o início que este movimento preocupou-se em deixar claro (designadamente, junto do representante local da Associação Chabad) que, à semelhança do que sucedeu em todas as anteriores tentativas, a questão se prende com uma oposição a mais construção nesta zona da Costa da Guia e não com a finalidade para a qual foi cedido o terreno”. 

“A questão não assume, portanto, nenhum cariz religioso mas apenas cívico e de preservação dos espaços verdes”, assegura o SOS Costa da Guia. 

A cedência do terreno na Costa da Guia foi aprovada em reunião do executivo a 25 de julho do ano passado pela maioria que governa a Câmara de Cascais, contra o voto contra do vereador comunista Clemente Alves e a abstenção da vereadora Isabel Magalhães, do movimento independente SerCascais.



Já a cedência à Associação Chabad de Portugal do direito de superfície do terreno municipal, com uma área de 4.969,86 m2 foi formalizada em maio último entre Carlos Carreiras e o rabino representante da mesma.

Para os responsáveis municipais, foi “mais um passo para o acolhimento da diversidade do culto e tradições no concelho de Cascais”.

1 comentário:

Anónimo disse...

A Policia Judiciaria deveria investigar esta aldrabice

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