Raríssimas? Acreditem, não são assim tão raras...

Opinião




Parecem “raríssimas”, querem-nos fazer crer que são raríssimas, mas não são.


Não estou a falar dos portadores de doenças pouco comuns ou de doenças não diagnosticadas, estou a falar de uma “doença” que está bem diagnosticada, que faz empobrecer a nossa sociedade e que tomou conta, como se fosse um surto, da nossa terra, Cascais.


Conheço vários nomes, corrupção, aproveitamento ilícito, vigarice, utilização abusiva de bens públicos, de que a Presidente da Raríssimas parece ser um exemplo acabado mas infelizmente não está sozinha.


Para quem não teve a oportunidade de conhecer a reportagem da TVI deixo aqui o link.



Paula Brito e Costa deve ter julgado que estava sozinha ao cimo da terra, fez a primeira e, como foi fácil, a seguir prá frente é o caminho…


Mas em Cascais podemos não ter ainda Paulas que de forma despudorada sacam de todas as maneiras possíveis mas há muita coisa estranha a acontecer em Cascais e no universo das associações e empresas na esfera da Câmara Municipal de Cascais.


E se é criticável o uso em proveito próprio, não é menos criticável a utilização de dinheiros públicos para “financiar” atividades que de comunitárias ou públicas não têm nada!

Podemos começar pelas associações. 


A S. Francisco de Assis, para cumprir exatamente as mesmas funções que o departamento do Veterinário Municipal deve cumprir, paga a uns dirigentes umas massas como administradores e a gestão daquela associação é tão opaca que se torna altamente preocupante. Ninguém sabe onde e como se gasta o dinheiro que anualmente o município de Cascais despeja para lá! 


A troco desta nova moda de dar prioridade aos animais em detrimento das pessoas, vale tudo e ninguém acha estranho!


O DNA é outra dose. Alguém conhece efetivamente o orçamento daquela instituição, a quem paga o quê?


Uma instituição que se dá ao luxo de “financiar” atividades de campanha de um candidato a uma Junta de Freguesia que por sinal é administrador da DNA? 


Quis Deus escrever direito por linhas tortas e mandá-lo de volta para Cascais mas e se tivesse ganho?


A  associação que organiza as Conferências do Estoril, que gere largos milhares de euros do município presta contas a quem?


As empresas municipais são infelizmente outros tantos maus exemplos.


Até podemos acreditar que não há faturas de gambas ou de vestidos caros.


Mas a mesma forma despudorada com que se contrata o filho ou o marido porque sim, não é muito diferente de contratar o presidente da concelhia do PSD de uma secção qualquer da região de Lisboa ou a esposa do ministro que interessa controlar. Ou é?


O que importa é o parentesco, o conhecimento, a cunha ou a competência?


Vivemos na total ausência de critério ou controle dos bens públicos.


Governo e Câmaras Municipais distribuem dinheiro a jorros sem a preocupação de controlar, de fiscalizar a forma como é utilizado.


O exemplo da Raríssimas deixa bem a nu o que se passa. Chamam-se uns políticos do bloco central, uns no ativo e outros já na fase de aposentação, ninguém controla, ninguém faz perguntas, e validam-se contas com centenas e milhares de euros gastos sem ter nada a ver com o interesse público.


Os doentes e os familiares dos doentes no caso da Raríssimas, ou os munícipes no caso de Cascais são os grandes prejudicados. Mas estarão efetivamente conscientes disso? Estarão conscientes que não reagir só os prejudica ainda mais?

1 comentário:

Unknown disse...

Excelente analise. Apoiado a 100%