Vereador da CDU que pediu demissão de Carreiras diz que houve "violação grosseira das leis" nas nomeações

ATUAL


Por CASCAIS24



O relatório que, esta segunda-feira, na reunião do executivo municipal, levou o vereador da CDU Clemente Alves a pedir a demissão do presidente da Câmara, Carlos Carreiras, conforme Cascais24 avançou em primeira mão, faz uma apreciação jurídica às nomeações de um conjunto de diretores de serviços e administradores nas empresas municipais que, segundo o candidato comunista ao município nas eleições de outubro, foram “feitas em flagrante e grosseira violação das leis em vigor”.


No documento, que agora o Cascais24 revela, surgem várias situações, que o vereador da CDU considera serem “graves irregularidades”, motivo pelo qual ainda na mesma segunda-feira, à tarde, formalizou queixa no Ministério Público contra o presidente Carlos Carreiras, o vice-presidente Miguel Pinto Luz e, entre outros, o vereador Nuno Piteira Lopes.


Para o vereador da CDU “é urgente investigar as situações que constam no relatório”, além de que “podem determinar a perda de mandato do presidente da Câmara e dos vereadores do PSD e CDS que praticaram presumivelmente os atos ilícitos relatados”.


O relatório foi exibido na reunião do executivo de segunda-feira (Foto CASCAIS24)
Conforme Cascais24 noticiou, na agitada reunião do executivo municipal e na sequência do pedido de demissão feito por Clemente Alves, o presidente Carlos Carreiras foi peremptório: “Não me demito!”. E acrescentou mesmo que, “em democracia, só os eleitores podem demitir ou destituir os eleitos autárquicos”.


Carlos Carreiras foi ainda mais longe e desafiou o vereador da CDU “ a fazer chegar” o relatório das alegadas irregularidades “às entidades oficiais”, entre as quais o próprio Ministério Público.


Entretanto, a propósito de uma das situações constantes no relatório, nomeadamente a nomeação de uma alta funcionária e mulher do vereador Nuno Piteira Lopes, Cascais24 apurou que esta ingressou nos quadros da EMAC em 2006, ainda o marido não era vereador, além de que, com a passagem a Cascais Ambiente, foi nomeada diretora do departamento financeiro em 2013, antes das últimas eleições autárquicas e, posteriormente, veio a acumular os cargos de direção de recursos humanos e financeiros “sem qualquer aumento no vencimento”.


No entanto, caberá agora ao Ministério Público averiguar as alegadas irregularidades. A investigação poder-se-á prolongar para lá das eleições de outubro, até porque estão à porta as férias judiciais.

O RELATÓRIO









 Noticia relacionada

Sem comentários:

MULTIMÉDIA. SEGURANÇA

A PSP e o Metro recomendam: "Durante a abertura de portas não utilize o telemóvel. Pode ser vítima de roubo."

Abrigos precisam-se!

Quem põe na ordem donos de caninos?

Hospitalização domiciliária traz benefícios para o doente agudo

Hospitalização domiciliária traz benefícios para o doente agudo
Artigo de OPINIÃO Drª Francisca Delerue

Expulsemos as traquitanas