Presidente da Junta de São Domingos de Rana acusa câmara de “discriminação”

Atual
Por Redação
12/05/2018

A presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Rana, a socialista Maria Fernanda Gonçalves, manifestou-se, na última Assembleia Municipal de Cascais, indignada com “a forma discriminatória com que o executivo camarário trata” a autarquia a que preside.

Intervindo no início dos trabalhos da Assembleia Municipal de Cascais, a autarca deu como exemplo a falta de apoio à realização da IV Feira Medieval, que decorreu em Tires.


Piteira Lopes nunca terá respondido aos mails da autarca socialista
Maria Fernanda Gonçalves revelou que, a partir de dezembro último, foram enviados vários e-mails ao vereador da coligação Nuno Piteira Lopes e até ao próprio presidente do executivo, Carlos Carreiras, que “nunca obtiveram resposta”.

Nos e-mails era solicitado apoio para a realização da IV Feira Medieval. “Não obtive qualquer resposta”, lamentou a autarca, que preside ao único grande bastião socialista no concelho de Cascais.

Depois de sublinhar que o município apenas apoiou com 30 mil euros a I Feira Medieval, realizada em 2015, que registou um enorme sucesso, atraindo mais de 90 mil pessoas, Maria Fernanda Gonçalves denunciou que, a partir daí “nunca mais obtivemos qualquer apoio em detrimento de outras autarquias”, mas, acentuou, “obtivemos um desprezo total nesta e noutras matérias”.


Carreiras terá "justificado" em reunião camarária falta de apoios a São Domingos de Rana
“Considero uma total falta de respeito pela freguesia de São Domingos de Rana e pelo seu executivo democraticamente eleito”, salientou a autarca socialista, segundo a qual o presidente do município, Carlos Carreiras, interpelado, a propósito, por um vereador em reunião camarária, terá retorquido “que não dava apoio porque nós não envolvíamos associações e coletividades da freguesia e contratámos uma empresa de fora do concelho”.

Maria Fernanda Gonçalves repudia estas afirmações e na sua intervenção na Assembleia Municipal de Cascais assegurou, por um lado que associações e coletividades da freguesia foram convidadas a participar e a estar presentes, o que aconteceu, e por outro justificou que “no concelho de Cascais não existe” nenhuma empresa “com capacidade logística para realizar uma feira medieval nos moldes a que estas obedecem”.
Feira Medieval vai na IV Edição sem apoio camarário


Ainda a propósito, a autarca aproveitou para questionar a moral do executivo, quando ele próprio “ainda recentemente contratou o grupo Cofina por mais de 200 mil euros para a realização da Vila Natal” no Parque Marechal Carmona.


Fernanda Gonçalves é uma autarca indignada

“Só pretendo ser tratada como todas as outras Juntas de Freguesia do concelho, ter direito aos mesmos apoios para a realização de eventos e ter o mesmo tratamento”, concluiu Maria Fernanda Gonçalves, não sem antes acusar o executivo de atribuir milhões às outras autarquias e apenas alguns milhares a São Domingos de Rana.

Recorda-se que, à exceção de São Domingos de Rana, todas as outras Juntas de Freguesia do município cascalense são lideradas pela coligação da maioria PSD-CDS-PP.






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1 comentário:

Anónimo disse...

Já todos conhecemos o modus operandum deste regime autocrático, assente numa liderança paroquial, onde predomina o caciquismo, e a principal questão em Cascais é, saber quem defende os municipes desta falta de dialogo, discriminação, transparência , imposição que grassa no concelho .
Na suposta casa da democracia em Cascais, a oposição queixa-se da falta de aplicação do regime juridico das autarquias locais, em que o líder da maioria recusa de forma reiterada e persecutória, propostas com base geral de fundamentação para agendamento em reuniões da vereação, constituindo atropelo à lei e ao estatuto da oposição, motivando reclamação da oposição à tutela .
Na ruas do concelho , assistimos lívidos a sucessivas falta de dialogo, desprezo por quem tem ideias diferentes e inovadoras, imposição , motivando revolta e perplexidade dos municipes, contra quem foi eleito para servir as populações , como por exemplo na : Quinta da Carreira , Guia , Birre , Alto da Castelhana , Quinta dos Ingleses ...
Já quanto ao sr. Piteira Lopes, politico profissional, anda desaparecido em combate apòs intensa acção como coordenador de campanha do Cascais RECUA, e as suas realizações foram alvo de intensa contestação pelos municipes junto da comissão nacional de eleições , cujos processos visaram sobretudo abuso da utilização de meios públicos em detrimento das outras forças politicas ... mas este senhor exerce hoje a sua actividade como vereador, donde constam a coordenação do associativismo, promoção de emprego, juventude e desporto local ... alguém conhece os projectos e os programas tipo postos em desenvovimento nas citadas areas ? pelo que se conhece pelos jornais, o autarca de Oeiras, fazendo o seu trabalho captou recentemente cerca de 300 empregos qualificados para os jovens no Tagus Park / Lagoas Park .. e por aqui ... zero ... como será possivel que este senhor não responda a emails e/ou solitações dos municipes ? não é renumerado pelos municipes ? onde está o codigo de etica e conduta da Câmara Municipal de Cascais ? ( nota : também consta que tem um familiar a trabalhar na edilidade ) .
Sobre os apoios camarários com o nosso dinheiro, a promoção da subsidiodependência, instituida como factor de populismo, e de instrumentação da cidadania, pautada pela falta de critérios, rigor, objectividade, opacidade, constituí estratégia que os senhores do municipio, usam para pressionar e condicionar aqueles que, no concelho, pretendem promover o apoio social, a cultura, o desporto local público e o lazer.
No ano transacto, a Câmara Municipal de Cascais , num dos concelhos que mais impostos paga (tendo um dos IMI mais caros da area metropolitana de Lisboa) concedeu em apoios financeiros o montante de 10,5 milhões de euros, sendo que a justificação dos maiores financiamentos atribuidos se destinaram fundamentalmente a obras de construção equipamentos privados ou então a actividades desportivas, em que cito apenas as três maiores : 3 Iron Sports via Cascais Dinamica : 300.000 euros ; 3S Sports Events SA : 250.000 euros ; Ocubo Criativo : 300.00 euros .
Como será tudo isto possivel em Cascais com o dinheiros dos municipes ? e o serviço público local ? e a loja de atendimento municipal ,cumpre com os objectivos do regulamento de qualidade e serviço ? o que se encontra estatuido no Codigo de Processo Administrativo é cumprido na sua essência pelos diferentes serviços camarários ? qual o prazo de espera das reclamações do municipes , e os pedidos de indenimização à edilidade ?
Para terminar lanço o repto, quanto custou e/ou comparticipou a Câmara Municipal de Cascais no torneio Ténis Estoril Open 2018 ?

A BEM DE CASCAIS